segunda-feira, 18 de agosto de 2008

FILOSOFIA COM VERDADE

Hoje vou filosofar, comecemos você pode conquistar o mundo sabia? Meus caminhos hoje se abrem, quem diria ein. Se você é deficiente nunca desista, o mundo é amplo: pesquise, pratique. mostre a todo mundo que deficiência é apenas um detalhe, um mero detalhe. Namore, arisque-se porque essa é a alegria da vida. Cante faça sua voz ser ouvida, não seje coitado(a) porque o céu é o limite, estude, faça cursos, vire profissional passe por cima dos seus limites, pois limites é coisa para fracos, saia pois você precisa ser visto, faça amigos eles são importantíssimos eu que o diga. Hoje me orgulho de te sido aplaudido na minha formatura por mais de 300 pessoas, eu pude sentir que consegui meu coração pulo num sentimento do qual não posso descrever. Hoje na faculdade só tiro notas altas, não to me gabando sou apenas um cara que quando criança, um dos melhores neurologistas do pais disse: ‘’ ele vai ser vegetal ’’ . então nunca desista. Aos pais peço que não desista de seus filhos, e sim invista, eduque e incentive.

Lucas Dantas
lucasrdantas@gmail.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

DESCASO

DESCASO

Venho utilizar esse espaço para cobrar direitos, pois sou acadêmico de direito pela Fundação e também deficiente físico.
Venho falar da declinação, pois me recuso a chamar de rampa, que existe na esquina da Rua Maranhão c/ a Sampaio Vidal. Não precisa ser deficiente ou idoso para ter dificuldades de subir ali. A lei 10,098/00, é tácita e clara em Art. 3º, quando diz que o planejamento das vias públicas devem ter acesso aos deficientes. Esse “protótipo” mal feito de rampa é um desrespeito com a população, vale lembrar ainda que rampas deveriam obedecer o padrão ABNT. Onde está a solução? Chamo a atenção para isso, pois ninguém cobra do poder executivo, e se forem me dadas mais oportunidades vou cobrar sim. Não faço oposição nem posição só exerço minha cidadania, você exerce a sua? Ou estamos esperando um idoso ou um caderante cair e bater a cabeça ou até algo pior, por não termos uma rampa bem feita. A lei é para todos e deve ser cumprida, caso contrário viveremos numa anarquia. O ponto que quero mostrar é que a inclusão se faz necessária, mas a cabeça da sociedade é fechada ainda para este assunto. Infelizmente necessitamos utilizar da coerção que o direito nos permite para poder impor o que é legal e consequentemente legitimado. Se existe um diploma legal o mesmo tem que ser cumprido, não adianta apenas termos efetividade sem eficácia, Outro problema que é verificado na cidade é de que não existem lugares reservados para portadores de deficiência no Teatro Municipal, sendo que o mesmo existe no Teatro do Sesi. Fico me perguntando a lei existe! Porque não é cumprida pelo Agente Público? Toda pessoa quando nasce obtém direitos, contrai deveres, esses direitos tem de ser cobrados, pois se os mesmos não forem nunca vai se mudar a situação, não adianta reclamar de um problema sem tentar muda-lo sem fazer mudar. A partir deste artigo gostaria que o leitor tomasse conhecimento e fosse atrás do que lhe é permitido, o Direito está amparando as causas justas e legais por isso não se deve ter medo de cobrar o que é justo. Para finalizar espero a situação da Rua Maranhão seja resolvida, espero também que sejam providenciados lugares reservados no Teatro Municipal de Marília.

Este artigo veicula amanha no jornal Diario de Marilia, e é de minha autoria

Lucas Dantas
lucasrdantas@gmail.com

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

LEI IMPORTANTE

Pessoal vou deixar uma sugestão quem é dfiente ou cuida de algum leia a lei 10098/00, Pois fala sobre normas de acessibilidade. Se algguem se sentir prejudicado procure a OAB

Lucas Dantas
lucasrdantas@gmail.com

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O QUE É PARALISIA CEREBRAL

Paralisia cerebral (PC) é uma lesão de alguma(s) parte(s) do cérebro. Esta lesão acontece durante a gestação, durante o parto ou após o nascimento; ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. É uma lesão provocada, muitas vezes, pela falta de oxigenação das células cerebrais .
Como acontece a lesão?
Ø Principais causas antes do nascimento:
v Ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe;
v Exposição ao raio X nos primeiros meses de gravidez ;
v Incompatibilidade entre Rh da mãe e do pai ;
v Infecções contraídas pela mãe durante a gravidez (rubéola , sífilis, toxicoplasmose );
v Mãe portadora de diabetes ou com toxemia de gravidez;
v Pressão alta da gestante.
Ø Principais causas durante o parto :
v Falta de oxigênio ao nascer(o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do cérebro ;
v Lesão causada por partos difíceis, principalmente os dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal);
v Trabalho de parto demorado;
v Mau uso do Fórceps, manobras obstétricas violentas;
v Bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos ) têm mais chances de apresentar paralisia cerebral.
Ø Principais causas depois do nascimento:
v Febre prolongada e muito alta;
v Convulsões;
v Desidratação com perda significativa de líquidos;
v Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;
v Ferimento ou traumatismo na cabeça;
v Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas;
v Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos ) ;
v Sarampo;
v Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade.
COMO LIDAR COM PESSOAS
PORTADORAS DE PARALISIA CEREBRAL:
Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar dificuldades ao se expressarem. Não se intimide com isso, pois são pessoas comuns como você. Geralmente, elas têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.
Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita quantas vezes for necessário. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir, se necessário, para que se façam entender. Lembre-se que elas têm necessidades específicas devidas às suas diferenças individuais.
Saiba mais:
· É muito importante respeitar o ritmo do portador de paralisia cerebral, pois usualmente ele é mais vagaroso no que faz, como andar, falar, pegar as coisas, etc.
· Devemos ter paciência ao ouvi-lo, pois a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental. Isso é errado.
· Não devemos tratar o portador de paralisia cerebral como uma criança ou um incapaz. Essas pessoas são capazes de fazer coisas incríveis. Até mesmo de jogar futebol.
Veja:
· Lembre-se que o portador de paralisia cerebral não é um portador de doença grave ou contagiosa. A paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tão pouco transmissível. É uma situação.
· Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você trata as demais pessoas.
· Não se espante caso esteja conversando com um portador de paralisia cerebral, e de repente, ele se assustar com uma simples batida de palmas por uma pessoa qualquer. Pois, essa deficiência gera em alguns de seus portadores, hiper-reflexia, fazendo com que eles se assustem com o menor ruído que vem a acontecer.
· Muita gente pensa que portadores de paralisia cerebral são paralíticos, com isso não dão conta de andar. Mas, muitos desses deficientes andam, precisando apenas de um apoio de seus acompanhantes.

· Homens e mulheres portadores de paralisia cerebral podem ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores não são afetados pela lesão cerebral. Portanto, podem manter relações sexuais normalmente, como uma pessoa qualquer.
PREVENIR É IMPORTANTE Muitos casos de paralisia cerebral podem ser evitados através de campanhas educativas, visando os futuros pais e os profissionais que lidam com a gestante, a parturiente e o bebê. É importante a presença de um médico pediatra (neo-natologista) na sala de parto. Antes de pensar em ter filhos, o casal deve passar por exames médicos para detectar a possibilidade de problemas hereditários e a incompatibilidade sangüínea. Ao engravidar, a mulher deve ir periodicamente ao médico procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico.Também, vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco, é essencial para uma saúde perfeita.

Fonte do texto : http://www.gleisinho.palestras.nom.br/Paralisia.htm

Eu tive paralisia cerebral por falta de oxigenação, e sou muito feliz portanto nunca desanimen

Lucas Dantas
lucasrdantas@gmail.com

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SUGESTÕES

Olha abri este post pois. Quero sugestões sobre qual assunto vocês querem saber. Sugiram, contem suas histórias, Vamos fazer um mundo melhor sei que é meio utópico.MAIS É NECESSARIO

Lucas dantas
lucasrdantas@gmail.com

segunda-feira, 14 de julho de 2008

NO ONIBUS

Quarta passada tomei um onibus, subi pelo elevador olhei tinha apenas um ferro para prender cadeiras de rodas. Mas eu uso andador onibus lotado, E só uma mãe com criança de colo me ofereceu lugar não peguei, Fui de pé meia hora APENAS. Diante disso prefiro não alongar esse post, Mas só concluindo: só ajuda quem um dia preciso.

Lucas Dantas

lucasrdantas@gmail.com

segunda-feira, 7 de julho de 2008

UM TEXTO INTERESSANTE

NA PRACINHA COM LUISA

- O que ela tem?- Não tem nada. Ela é assim.Passados poucos segundos, a menina curiosa começou a brincar com a Luísa na areia como se no mundo não houvesse paralisia cerebral.Desde então, toda vez que alguém me pede para ficar explicando a deficiência da minha filha, dou uma resposta bem simplificada. A não ser, é claro, em circunstâncias específicas, oportunas. Para essas eu tenho até PowerPoint.Naquele dia, na pracinha perto de casa, disse àquela criança, nas entrelinhas. "Você quer brincar com alguém diferente de você? Se sim, ótimo, seja bem-vinda. Senão, paciência.”A gente tem que entender de genética para brincar com alguém com a cor de pele diferente da nossa? E se a pessoa gosta de namorar com pessoas do mesmo sexo que ela? Vou ter que entender de psicologia comportamental ou de sei-lá-o-quê? E se ela descende de uma comunidade ou etnia muito diferente da minha? Vou ter que estudar história, antropologia e geografia antes de interagir com ela?- Você não tem o seu jeito?, eu disse. Então. Esse é o jeito dela.A garotinha compreendeu rapidamente aquilo que é tão difícil para muitos adultos.Toda vez que eu contratava alguma ajudante lá para casa, vinham aqueles olhos amedrontados suscitando que não iriam dar conta da Luísa. Uma semana depois, Luísa já tinha uma segunda mãe.Os olhares de estranhamento dos vizinhos, ao passar de alguns meses, tornavam-se receptivos. E vinham comentários do tipo:- Nossa, mas ela tá evoluindo tanto. Tô impressionada!E eu pensava cá com os meus neurônios: “Ela não evoluiu tanto assim, você é que se acostumou com ela e agora consegue vê-la.”É verdade, a deficiência grita na frente. Antes que a pessoa por trás dela chegue. A gente vê a deficiência, de cara, e não consegue enxergar mais nada.Por isso, tirando alguns dias em que estou realmente de mau humor, não nutro sentimentos negativos em relação a essas pessoas. Não as vejo como discriminadoras ou preconceituosas. Apenas reagem ao que é diferente da maioria.- Que problema ela tem?- No momento, nenhum. Está tudo bem.Problema é aquilo que tem solução. Deficiência é deficiência. Enquanto não houver o domínio das células-tronco ou de alguma outra tecnologia, não tem como “consertá-la”. Ora, o que não tem solução não é problema.Problema é trazer minha filha à pracinha perto da nossa casa e não ter um brinquedo onde ela possa brincar. Problema é querer comprar uma cadeira de rodas bonita, prática, leve e funcional e não encontrar uma assim no Brasil. Problema é querer adaptar Luísa ao computador e não ter um teclado nacional que seja adequado para quem tem dificuldade motora. Problema é querer passear com ela nas redondezas e não ter uma calçada sem buracos que não torne o nosso passeio um ato perigoso.Há muitos outros problemas que precisam ser solucionados. Com a minha filha está tudo bem. Ela tem uma saúde ótima, um emocional tranqüilo, é bem-educada e cheia de vida. Agora, não posso dizer o mesmo do país onde ela vive.Hoje tenho trauma de pracinha. Só de olhar para aqueles brinquedos, sinto um mal-estar.

Escrito por Cristiane Soares

Lucas Dantas
lucasrdantas@gmail.com